Comunicado FF

Portugal vive novamente dias de luto e tristeza!

 

 Portugal vive novamente dias de luto e tristeza, por aqueles que perderam a vida em consequência dos trágicos incêndios dos últimos dias, pagando o preço extremo por viver num Pais que, demonstra uma enorme incapacidade de cuidar do seu território e das suas gentes.

São negros também, estes dias, pelo desaparecimento de muito património e riqueza que demorou por vezes décadas a ser reunida, mas bastaram segundos para serem consumidos pelas chamas.

Impõem-se uma palavra de agradecimento a todos aqueles que com o seu esforço e empenho procuraram atenuar a dimensão da tragédia.

Se muitos dos proprietários estão hoje ausentes, não são ativos na gestão das suas propriedades e que assim contribuíram ativamente para o avolumar da tragédia, muitos outros viram desaparecer o fruto de imenso trabalho esforço e dedicação.

A floresta Portuguesa não é só negligência e Incêndios florestais, é também fonte de criação de riqueza, representa cerca de 5% do PIB, mais de 9% das nossas exportações e quase 90.000 postos de trabalho, sendo fulcral para o desenvolvimento económico de Portugal.

Importa, pois salientar que aquele momento em que o Jornalista por fim informa o Pais que “ O incêndio foi finalmente considerado extinto…”, representa apenas que terminou o primeiro capítulo da enorme tragédia que se abate sobre estes territórios.

Efetivamente os momentos do incêndio, muitas vezes breves minutos, apesar de assustadores são apenas os mais marcantes dos muitos anos que serão necessários para reconstruir o património destruído, como se pode verificar nos territórios atingidos nas últimas décadas.

No terreno, os proprietários desesperados e aflitos, começam a tentar vender, agora por um preço justo, amanhã por qualquer preço, a madeira das árvores mortas a madeireiros que vão ganhar muito bom dinheiro, pois irão vende-la quase ao mesmo preço da madeira verde às indústrias que irão criar produtos que venderão ao mesmo preço de sempre, ganhando mais do que de costume.

No entanto no território tudo fica mais pobre, a floresta que contribuía com empregos e riqueza para a economia local desapareceu… o pouco dinheiro da venda das árvores queimadas… desaparecerá depressa. Não havendo mais madeira para cortar desaparecem os madeireiros, não havendo economia… desaparecem os empregos e não havendo empregos desaparecem os poucos jovens que restavam… a aldeia fica ainda mais vazia e tudo fica mais pobre e abandonado.

Como de costume sobre o “leite derramado” o Pais prepara-se para mais uma “reanálise” da Problemática dos Incêndios Florestais… Como sempre, os argumentos do costume.

Os factos, indiscutivelmente demonstram claramente três pontos;

A insustentabilidade da Paisagem Rural Nacional perante tão elevadas cargas de Biomassa,

- A insuficiência das politicas e medidas existentes para reverter a situação,

- A impossibilidade de controlo da situação, através da mera aposta no combate aos incêndios florestais, 

A dimensão e escala do problema que enfrentamos é tal, que não tem uma solução “única e milagrosa”, demorará décadas a corrigir, exigirá uma MUDANÇA profunda, de atitudes, hábitos, tradições e acomodações.

Como sempre a “Mudança” causará incómodos, desconforto e contestação. Serão necessárias alterações profundas e estratégicas muitas das quais dependem exclusivamente do poder político.

O ensurdecedor silêncio dos últimos dias do Sr. Ministro da Agricultura e do Sr. Secretário de Estado Das Florestas e do Desenvolvimento Rural pensamos que, prenuncia já, o sentir do enorme peso e responsabilidade que a presente situação coloca sobre os seus ombros.

O Fórum Florestal, enquanto entidade federativa que representa o maior número de Associações de Produtores Florestais nacional, pode assegurar que os produtores florestais, saberão assumir as suas responsabilidades e estarão disponíveis para contribuir para a construção de um sector florestal mais sustentável para Portugal.

Mação, 12 de Agosto de 2016

O Presidente da Direção do Fórum Florestal

António Louro

Fórum Florestal-Estrutura Federativa da Floresta Portuguesa- Entidade Nacional representativa das Organizações de Produtores Florestais

E-mail: geral@forumflorestal.pt

 

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Curso “ELABORAÇÃO DE PROJETOS DE PEQUENOS INVESTIMENTOS NAS EXPLORAÇÕES AGRÍCOLAS” PDR2020 – PORTO, SERTÃ E OEIRAS

O Fórum Florestal, está a promover no Porto, Sertã  e  Oeiras   o curso “ELABORAÇÃO DE PROJETOS DE PEQUENOS INVESTIMENTO NAS EXPLORAÇÕES AGRÍCOLAS :

Este curso destina-se a investidores ou técnicos projetistas que pretendam  elaborar projetos nas explorações Agrícolas até 40.000 euros.

PORTO 

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SERTà

  • Local de realização: APROFORA, Rua do Centro  Social, 9, Troviscal – Sertã;
  • Datas: 09 e 10  de setembro das 9H30 às 12H30 e das 14H00 às 18H00
  • Preço: Sócio do FF : 95€  | Participantes do curso EPIA : 100€ | Não sócio: 120€ 

Inscrições:

http://forumflorestal.zcconsulting.pt/informacaocurso.aspx?id=22&accao=101

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OEIRAS

  • Local de realização: Bombeiros Voluntários de Oeiras,  R. Cmte. Cordeiro Castanheira—Oeiras;
  • Datas: 07 e 08  de setembro das 9H30 às 12H30 e das 14H00 às 18H00
  • Preço: Sócio do FF : 95€  | Participantes do curso EPIA : 100€ | Não sócio: 120€ 

Inscrições: http://forumflorestal.zcconsulting.pt/informacaocurso.aspx?id=22&accao=102

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Seminário “JUNTOS FAZEMOS (A) FLORESTA – 2016”

O Seminário “Juntos Fazemos (a) Floresta – 2016” assinalará o Dia da Floresta da 26ª edição da EXPOFACIC

image001 (6)29 de julho de 2016 será o Dia da Floresta da 26ª edição da EXPOFACIC. À semelhança dos anos anteriores, a OFA – Organização Florestal Atlantis, o Município de Cantanhede e a INOVA-EM estão a promover um dia temático dedicado à Floresta. Para assinalar este dia, realizar-se-á oSeminário “Juntos Fazemos (a) Floresta – 2016”.Este Seminário pretende reunir todos os agentes do sector (produtores florestais, profissionais, industriais, instituições públicas, etc.) para apresentar e discutir em conjunto, alguns dos desafios e oportunidades que se colocam à Floresta da região Centro.

O programa deste ano, divide-se em 3 blocos e reúne alguns dos temas mais atuais e interessantes para quem tem e/ou trabalha na floresta. Na parte da manhã, serão abordados temas como as obrigações legais no trabalho florestal, a necessidade de criação de alvará para o trabalho florestal, as mais valias da certificação para o proprietário florestal, a implementação das ZIF e o Balanço da implementação do RJAAR (regime que obriga ao licenciamento das plantações). A tarde está reservada a uma “mesa redonda” de discussão das oportunidades e desafios que se colocam à nossa floresta e que reunirá alguns dos representantes das empresas e sub-fileiras mais importantes da nossa região. Esta constituirá uma excelente ocasião para os proprietários florestais ficarem a conhecer algumas das melhores oportunidades de negócio para a sua floresta.

As inscrições são gratuitas mas obrigatórias e limitadas. Todos os interessados devem efetuar a inscrição através da página web  www.ofatlantis.org ou contactar diretamente a OFA pelo926141000.

O FÓRUM Florestal é uma entidade sem fins lucrativos que integra Organizações de Produtores Florestais (OPF), criada em Dezembro de 2008, numa lógica de cooperação da rede profissional e empreendedora de apoio aos proprietários florestais a nível nacional.